sexta-feira, 25 de maio de 2012

Calça de Meditação usada por monges.

Calça sem a cintura e sem o punho


Mas nós tb. usamos...Minhas incursões na costura chegaram a mais uma tentativa. Fazer uma calça clássica de meditação estilo monástico. Muito usada em nossa escola essas calças chegam a custar mais de $100 doletas, quando feitas na Coreia do Sul. Por isso peguei as medidas de uma que tenho e dos desenhos que estão na Net e tomei coragem de tentar fazer uma. Mas antes de fazer uma num pano bom fiz num pano de chão. Até rimou. Pois é, fiz nesses panos que usamos para limpar o chão. Usei três bolsas (é como a gente chama aqui no sul), de cor cinza azulado, abri as costuras e fiz um molde no papel para depois cortar no pano. O maior problema foi costurar mesmo. Essa calça tem três partes distintas e mesmo tendo uma calça de amostra penei para juntar as partes. Ficou um trapo, mas ficou do jeito certo e como não era para ficar perfeito e sim para aprender eu poderia errar a vontade. E pode crer eu errei bastante, desmanchei, refiz, mas como o pano desfia muito chega a um ponto que fica difícil concertar. Usei elástico na cintura e no punho do pé, mas não ficou bom então troquei por velcro. Também achei que ficou curta. Na próxima que fizer já sei que tenho que lavar o pano antes para encolher. Pois se fizer sem lavar pode ter uma surpresa depois.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Praticando no Estilo Zen Kwan Um

Se alguém tem interesse em iniciar um grupo no estilo da Escola Zen Kwan Um
entre em contato comigo. Eu poderei ir até sua cidade para dar instruções sobre as praticas.



quarta-feira, 11 de abril de 2012

Winter Kyol Che-Retiro de Inverno-USA 2012

Este ano participei do retiro de inverno em Providence Zen Center. Nas duas semanas que lá estive em fevereiro, foram justamente uma delas, dedicada ao período intensivo, onde se acorda à meia noite e segue a prática até as duas horas e depois volta-se a dormir para retornar à prática às 4:45. Para ter uma ideia da rotina diária do retiro numa semana não intensiva segue o texto de um professor que lá esteve. Apenas fiz alguns ajustes e acrescentei mais informações que ele não relatou.

O retiro começa geralmente na primeira semana de janeiro e se encerra na primeira semana de abril. Pessoas entram e saem todos os sábados, mas algumas pessoas participam durante todos os três meses. Consegui sentar-me dois e meio meses de retiro este ano.


O dia de retiro começa com o sino de despertar às 4:30 da manhã. Às 4:45, todo mundo faz 108 prostrações.. Às 5:15, começamos 45 minutos de cânticos, seguido de três curtos períodos de meditação sentados (25 minutos cada), com a meditação andando no meio.


Café-da-manhã começa às 7:00-7:30 da manhã e comemos em silêncio. A refeição não varia: frutas, papa de aveia e condimentos. Nós usamos o chá quente para lavar e limpar nossas tigelas, comemos todas as partículas de alimentos, e depois lavamos com água para que possamos oferecer água limpa para os fantasmas famintos. 

Após o café vem uma hora de trabalho e uma pequena pausa. Estamos de volta sobre as almofadas às 10 horas ,onde permanecemos (med. sentada e andando)  até o almoço, servido às 12 horas. (Outra refeição formal, silenciosa, que consiste em sopa, arroz cozido, e salada).


Após o almoço, temos uma pausa até que a meditação começe às 14:00. Na segunda sessão de meditação é feita uma caminhada fora do mosteiro quando as condições climáticas permitem. Jantar (silencioso e formal) vem às 17:00, onde é servida a sopa que sobrou do almoço, frutas, pão integral, algum biscoito salgado, pasta de amendoim e condimentos. Segue-se mais um intervalo de descanso até o início da pratica noturna.

Às 18:30 inicia-se mais uma hora de cantos chamados "cantos especiais",  e os cantos regulares seguido por um período sentado, um período de yoga (quando houver um instrutor presente), um outro período sentado, intercalados por meditação andando e um período de 10-minuto final mais dois cantos regulares (O Sutra do Coração e o Grande Dharani). O dia termina às 21:45 A maioria das pessoas vai para a cama por volta das 22:00 horas e o dia se passou em completo silêncio. Sem falação.

Foto: Jeff Partridge

Há alguém que está encarregado de despertar-nos e avisar quando as sessões reiniciam por meio de sinais sonoros (sinos, moktak), bem como para chamar-nos para as refeições de modo que dispensa-se o uso de relógios.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Meu Primeiro Zabuton

Acabei de costurar meu próprio zabuton. Não segui exatamente o desenho porque para uma iniciante como eu na costura me pareceu muito complicado fazer todas aqueles detalhes. Traduzi as medidas. Então fiz só um forro para colocar o enchimento. Costurei a capa em costura reta porque não achei necessário fazer a altura na lateral já que não vou usar  lâmina (manta) de espuma como enchimento. Vou usar paina e ai é só pôr a quantia que ficar mais confortável. Não coloquei muita paina porque é um enchimento difícil de achar e os próximos zabutons que fizer vou fazer com espuma..


Próximo projeto será fazer uma almofada e uma calça de meditação. Mas isso vai demorar porque ainda não achei o tecido para a calça. Para a almofada (zafu) já tenho.

Tá sendo mais complicado achar os tecidos e enchimentos que fazer em si.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Livro de Koans

Atualmente nas entrevistas de Koans na Escola Zen Kwan Um o livro de Koans utilizado é este: The Whole World is a Single Flower.

São 365 koans entre eles, os mais tradicionais, já conhecidos, e outros, chamados de koans modernos.
Tenho um projeto de traduzir esse livro. Já traduzi alguns koans. Espero ter concluído a tradução para pedir autorização para publicá-lo em português.



terça-feira, 22 de março de 2011

Tarefas de Retiro.

Meu trabalho no retiro foi, na primeira semana, quebrar nozes. Delícia, mas sem comer nenhuma! Na outra semana coube-me lavar a louça do café da manhã, varrer e passar pano na cozinha.





E pela manhã tocar o sino do Canto da manhã (Morning Bell Chant). Nada muito complicado, exceto o sino, mas um professor do Centro Zen de Berlim me ensinou e deu tudo certo.




No templo da Hungria eles tem um sino tradicional como o da foto acima, mas usam um Orin grande . Eles acham o som melhor. O som do sino é muito importante. Ele tem a função de acordar todos os seres para a pratica e o despertar. Aqueles que ouvem o sino, mesmo não tendo a natureza humana, em outras vidas podem lembrar do som e se conectar com a pratica.


segunda-feira, 21 de março de 2011

Quem não tem Sino Grande Canta com Sininho.

Um sino grande custa caro e um bom Moktak idem. Geralmente eles veem de doações.