sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Boa Ideia!

Que boa ideia para quem costura.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

A Resposta dos Koans não Deve Ser Revelada.

Muito além dos koans tradicionais outros podem ser inventados.

 A curiosidade pelos koans não é na técnica e sim na resposta. O que intriga as pessoas é como responder o koans. Qual a resposta do kaon?


Mas as respostas dos koans não devem ser compartilhadas por quem já os respondeu. A resposta dada ao professor de koans deve ser mantida em segredo. Quando você dá uma resposta correta você não deve contá-la “abrir o koan” para ninguém mais. Cada um deve fazer o caminho por si só, por seu próprio esforço. Ter sua própria experiência com os koans.



Eu não vou contar as respostas dos koans que já respondi nem o que descobri  sobre eles pois isso seria como trair a confiança que o mestre depositou em mim. Da mesma forma que aqueles que um dia tiveram a oportunidade de “bater koans” ou de ir a uma entrevista de koans, com um mestre autorizado a dar koans, não devem abrir suas respostas para mais ninguém.

Há alguns anos tivemos um professor de kaons que vinha ao Brasil. Vi e ouvi varias pessoas que depois das entrevistas de koan e no final dos retiros comentavam entre si e trocavam respostas: ” E ai, você conseguiu responder? Qual foi o seu koan? Eu respondi isso e você?

Parece que essas coisas só acontecem no Brasil, pois não vejo esse tipo de comportamento imaturo ou infantil em outros lugares que frequento fora daqui. Então quando falo de como seria bom alguém vir novamente para ensinar no Brasil tenho a sensação que eles pensam: ”Ah, no Brasil! Vocês não são confiáveis.”

Há pessoas que no passado se aproveitaram das técnicas ensinadas para transformá-las em terapia agregada a outras terapias e ganhar dinheiro. Então, olha só que imagem temos: não somos confiáveis. Só queremos pegar a manha da coisa para aplicá-la em algum outro lugar e se dar bem. Seguir um treinamento que pode levar anos não, isso não serve. Queremos pular etapas, dar um jeitinho.  Essa é a imagem que temos.

E isso atrapalha muito nossa evolução em todos os sentidos por que ao invés de usarmos nossa esperteza para fazer boas ações (bom carma) a usamos para fazer coisas que atrapalham ou prejudicam muito o caminho de tantos que poderiam ter acesso a esse tipo de ensinamento. Não temos credibilidade, não inspiramos confiança, quem vai querer vir aqui ensinar koans se depois vamos sair por ai tagarelando. Se não vamos resistir à tentação de nos exibir contanto a resposta para alguém. Como quem diz: “Eu consegui e você não.”

Se você quer ter acesso a essa técnica antes precisa se perguntar: ”Sou confiável?”
“ Vou manter a resposta do koan em segredo?”

Pegar uma técnica e usa-la como meio lucrativo, bem isso já foi feito com muitas coisas: yoga, meditação, karate, tai chi, ki kung .... não é novidade e muitos outros já o fizeram em vários países.



quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Uns demais outros de menos.

Moktak vendido na rua, na Coreia.





Esse instrumento chamado moktak que usamos para marcar o ritmo dos cantos na Escola Zen Kwan Um, na Coreia é vendido na rua e aqui a gente fica só na vontade de ter um. Imagino que deva ser bem em conta por lá o que não é em conta é ir até lá. Se alguém algum dia for para Coreia traga alguns para cá. Os grande são os melhores, com acústica melhor. Eles tem demais e nós, de nada.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Se você não gosta de koans não gosta da vida.



A conversa abaixo deu-se em uma entrevista durante retiro na Noroega:
O professor era Mestre Zen Wu Bong.


Aluno: Não gosto de koans. Por isso venho pouco às entrevistas. Você pode me dizer alguma coisa sobre isso?

MZWB: Koan não é nada especial. Cada situação do seu cotidiano também é um koan. Se vc. não gosta de koans, vc. não gosta da vida. 

Então deixe de lado "gosto e não gosto". Quando o koan aparecer, apenas responda. Se a resposta correta não aparecer, volte para "mente que não sabe". No seu dia-a-dia é o mesmo. Se alguma situação não está clara para vc., volte para a "mente que não sabe".


Aluno: Obrigado.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Onde posso Estudar Koans no Brasil?

A reposta é muito simples. - Não pode. 


Porque não temos professores que ensinam nesse estilo residindo no Brasil. Então quem quiser estudar koans terá que ir para fora do país, como tenho feito há alguns anos.
O estudo dos koans na Escola Kwan Um  só é possível através de um mestre autorizado a ensinar koans.

Quando as pessoas me procuram para saber como estudar koans elas descobrem que eu sendo uma aluna e não uma Mestra não posso ensinar  koans. Posso falar sobre o que li mas não posso "bater koans" com as pessoas porque só um mestre que recebeu a Inka e passou pelo treinamento de entrevistas com koans pode faze-lo. Isso pode ser frustrante, a primeira vista, mas é assim que funciona. Faz parte de um processo. não há como pular etapas.
Até para pular corda precisa um certa preparação senão você se enrola e pode se machucar.
 Mas essas pessoas, ao saberem que não será facíl ter acesso aos koans, nunca mais fazem contato.Não que eles sejam secretos. São públicos e estão disponíveis na internet.



Mestre Zen Seung Sahn em entrevista de Koans


Sugiro as pessoas que inciem-se na pratica fazendo as demais atividades: meditação sentada, cantos, prostrações, pois é importante estar praticando formalmente para depois ter a experiência com os koans. 

A pratica não é só "bater koans" nessa Escola. Os koans são apenas parte do processo. São uma ferramenta para trainamento assim como o zazen, os cantos e as prostrações. Todos esses elementos fazem parte da pratica e não se deve dar maior peso a um em detrimento do outro. Assim como a presença ou não de koans na pratica não deveria ser um obstáculo para alguém querer iniciar-se nessa pratica. A pratica formal é importante para dar estabilidade a mente e chegar na frente do mestre para bater koans com ele com firmeza e comprometimento. Bater koans não é uma brincadeira, mas também não precisa levar tão a sério. É como tornar-se um bobo sem sê-lo. A mente que "não sabe" é que bate koans e não a mente racional. Com a mente racional você pode fazer todas as outras coisas do dia a dia menos responder koans.

Quando o professor percebe que há um entusiasmo exagerado em alguma das praticas ele vai puxar o seu tapete para que você volte a realidade de uma pratica equilibrada. 

O que é crença?

Mestre Zen Seung Sahn e MZ  Dae Kwan


Em uma viagem pela Europa na primavera de 1978, Soen Sa Nim deu palestras sobre kong-ans a cada manhã para um pequeno grupo de estudantes que viajavam com ele. Em Berlim Ocidente, Diana Clark teve está conversa com Soen Sa Nim


Diana (D): Eu gostaria que o senhor falasse um pouco mais sobre crença. O que é crença?
Soen Sa Nim (SS): Quantas mãos vc. tem?

D: Duas.
SS: Quantos dedos vc. tem?

D: Dez.
SS: Como vc. os usa?

(Diana bate palmas) 

SS: Correto. Isso é crença. Eu tenho dedos, eu tenho mãos- sem pensamentos. Somente ação. Minhas mãos e eu nos tornamos um com todos; não há pensamentos. Vc. acredita em seus olhos? Como? (rindo)
 Que cor é aquela?

 D: Branco.
SS: Branco. Isso é crença.

D: Ok. Eu entendi isso. Mas o senhor diz que devemos acreditar em nós mesmos 100%, ou se nós não acreditamos em nós 100% como vamos acreditar em Buda, ou numa árvore, ou no nosso professor, ou em alguma coisa. Então é assim, ok. Como eu posso fazer isso? Eu acho que vc. não pode simplesmente tomar a decisão de acreditar. Eu sei o que é o branco pq. eu vejo que é branco. Eu sei que eu posso acreditar em Buda, mas... Eu não estou certa. O que eu posso fazer para não ser muito insegura na minha crença? 

 SS: Vc. quer acreditar em alguma coisa, isso já é um erro. Então, ponha tudo de lado e a verdadeira crença aparecerá por si mesma. Muito simples. A mente que quer alguma coisa não pode acreditar em nada. Jogue fora está mente que quer. Tente!

D: Tentar o quê? Podemos tentar acreditar? 

SS: Não! Não! Eu não disse tente acreditar. Apenas tente. "Apenas tente" significa somente ir confiante sem saber, eu não sei o que significam aquelas suas ideias sobre esse mundo desaparecer. Quando as suas ideias desaparecerem, então, vc. e esse mundo se tornam um. Assim, na verdade, crença não tem “acreditar em algo ou não acreditar em algo” .
Esta é a mente una, "a mente que tenta", ir confiante, é "a mente que não sabe" e a mente que põe tudo de lado.
Mas muitas pessoas se prendem aos seus pensamentos: “ O que ele pensa sobre mim? Eu penso isso sobre ele.”
Se prender a isso cria oposições onde originalmente não havia problema.

D: Obrigada. Eu percebi que “fazer acreditar” e “tentar acreditar é errado”. 

SS: Acreditar é apenas uma um palavra para ensinar. Não se apegue às palavras, ok?

D: Ok. Muito obrigada.

(Tradução minha)

Mestre Zen Seung Sahn [Revista Primary Point]

Originais da Bússola do Zen



Um amostra do original do livro Compasso do Zen (The Compass of Zen) do MZ Seung Sahn.

E outro do livro dado aos que recebem 10 preceitos; The Dharma Mirror.
Atualmente eles recebam uma cópia digitalizada.

Mais originais aqui